Dicas de Surfe


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As dicas para surfar com segurança incluem estar familiarizado com a praia antes de começar o surfe

Aqui estão algumas dicas para surfar com segurança:

  • aplique filtro solar antes de entrar na água;
  • se estiver surfando em água gelada, use o sleeve adequado – se ele for muito grande não o deixará aquecido. Surfar em água gelada sem um bom sleeve pode levar à hipotermia, especialmente no caso de ficar encalhado sem a prancha;
  • certifique-se de que sua prancha de surfe não está danificada e se tem um bom revestimento áspero de parafina antes de entrar na água;
  • prenda a correia da prancha com firmeza na perna, que fica bem atrás quando você está na prancha;
  • reme a uma distância suficiente que consiga voltar nadando caso perca a prancha;
  • jamais surfe sozinho;
  • verifique a previsão para surfar antes de sair de casa e obedeça a todos os avisos para nado e surfe;
  • se for principiante, pratique ficar em pé rapidamente e surfar em áreas que não estejam cheias de surfistas e nadadores. Pense em fazer aulas com um instrutor experiente;
  • familiarize-se com o surfe e a margem da praia antes de começar a surfar.
Esportes que surgiram a partir do surfeA popularidade do surfe levou a vários esportes que utilizam pranchas de surfe modificadas, incluindo:

  • windsurf
  • bodyboard
  • riverboard

O bodysurfe é ficar sobre as ondas sem usar uma prancha de surfe.

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008)
http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe8.htm  (08 de julho de 2010)

Como Surgem as Ondas

Parte do esporte surfe é a busca por ondas grandes e interessantes que sejam divertidas para surfar. Essas ondas podem ser enormes, como a Mavericks próxima à costa de São Francisco, que pode chegar a até 15 metros. Outra famosa onda para surfe, a Banzai Pipeline, quebra sobre um recife próximo à costa de Oahu, Havaí. É uma das muitas ondas de mergulho que cria um espaço semelhante a um tubo, ou a um túnel, onde os surfistas podem ficar dentro. Algumas dessas ondas são tão grandes que os nadadores não conseguem nadar nelas com segurança. Chegar a essas ondas envolve esquiar com reboque, ou percorrer a onda sendo rebocado por um jet ski.

Não importa se a onda é grande ou se seu formato é interessante; o fato é que ela se forma devido a dois fatores básicos:

  • a interação entre vento e água
  • a interação entre água e terra

A terceira influência é a maré. Muitos fatores diferentes contribuem para as marés da Terra, mas a atração da gravidade da Lua (em inglês) na Terra é a maior. Existem também outros fatores que podem contribuir para a formação de tsunamis e outros tipos raros de ondas, mas o vento, a água e a terra fazem a maior parte do trabalho quando se trata das ondas usadas para surfar.

Para entender como são formadas, é útil conhecer alguns fatos básicos sobre as ondas do oceano. As ondas são essencialmente energia que se move através da matéria. Se você observar a seção transversal de uma onda idealizada do oceano, percebe que ela se assemelha a uma onda transversal. A parede da onda move-se para cima e para baixo, que é perpendicular da esquerda para a direita, direção para a qual a própria onda se move.

ilustração da onda

Mas as ondas do oceano são um pouco mais complicadas do que as ondas transversais comuns. Elas são ondas progressivas orbitais. As moléculas de água que formam a onda movem-se em círculos, ou órbitas, à medida que a onda avança. Você pode visualizar esse movimento lembrando-se das partículas próximas à parede das ondas. Se a onda está passando na sua frente da esquerda para a direita, as partículas movem-se em círculo no sentido horário. Elas movimentam a onda para cima, através de sua crista, e para baixo, na sua depressão.

As ondas orbitais do oceano começam quando o vento sopra no mar aberto. Um vento leve não produz tanto efeito – ele forma ondulações na água que se espalham da mesma forma que as ondulações em uma lagoa ou um tanque de peixes. Mas quanto mais forte for o vento, mais ele fará pressão contra a água. Ele transfere a energia à água à medida que ela forma picos e capas brancas na superfície da água. Essa região de capas brancas é confusa e a água pode mover-se rapidamente em direções aleatórias. Os picos agitados dão ao vento mais área de superfície na qual ele pode se prender, o que faz o vento forçar a água para dentro de capas ainda maiores.

A altura e o formato das capas brancas originam-se de três fatores principais:

  • o tempo que o vento soprou sobre a água
  • a força com que soprou
  • a área de superfície do oceano que o vento afetou, ou o alcance

Um vento muito forte que sopra por um longo período sobre uma vasta extensão do oceano levará a grandes capas brancas espumosas. Elas, conseqüentemente, tornam-se ondas grandes, motivo pelo qual as condições de surfe geralmente ficam boas após uma tempestade no mar. Os dados de satélite usados para rastrear ventos superficiais do espaço ajudam os meteorologistas informarem o local onde o surfe será excelente, com base nos padrões de tempo no oceano.

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008)
http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe5.htm  (08 de julho de 2010)

Equipamentos do Surfe

Uma prancha de surfe permite que uma pessoa fique sobre as ondas, mas diversas outras peças ajudam a proteger os surfistas:

  • a parafina proporciona uma camada áspera de alta tração nas pranchas, ou na superfície de cima. As parafinas diferentes são mais apropriadas para diferentes temperaturas de água. A camada de parafina ajuda o surfista a ficar na prancha e, gradualmente, vai ficando lisa durante o uso. Os surfistas podem passar nova camada de parafina ou renovar a camada existente usando um pente de parafina;
  • os shorts são versões mais fortes dos calções de banho. Com o aumento de mulheres surfistas, os fabricantes desenvolveram shorts que servem para elas;
  • as camisetas são peças que secam rapidamente, ajudando a prevenir irritações, arranhões e lesões com o impacto na água. Muitas camisetas também oferecem proteção contra o sol bloqueando a radiação UV;
  • os sleeves ajudam a manter os surfistas aquecidos na água gelada;
  • um leash conecta-se à prancha, evitando que o surfista a perca enquanto estiver surfando.

apetrechos do surfe
Cortesia de Amazon.com
Acessórios do surfe

Evidentemente, o surfe também requer um meio de transporte para se chegar à praia. Veremos na próxima seção o que acontece quando o surfista chega à água.

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008)
http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe2.htm  (08 de julho de 2010)

Pranchas de Surfe

O acessório maior e mais caro do surfe é a prancha, que pode custar de R$ 320 a R$ 1.000. Essas pranchas possuem uma série de formatos e tamanhos básicos dentro de duas categorias – as longboards e as pranchinhas. Os dois tipos podem ter quilhas permanentes ou removíveis nas laterais inferiores, assim como tiras de material forte, conhecidas como alças, para ajudar a manter a prancha presa. As laterais das pranchas, chamadas de bordas, podem ser arredondadas ou cônicas de diversas maneiras, de modo a atender às preferências dos surfistas. A parte inferior da prancha, ou a longarina, pode formar uma curva a diferentes graus, mudando conforme o tamanho da área de prancha que está em contato com a água.

pranchas de surfe

kahanaboy
Longboards e pranchinhas

As longboards geralmente têm no mínimo 2,7 metros de comprimento, e algumas chegam a 3,7 metros. Normalmente são menos manobráveis, porém, mais estáveis do que as pranchinhas. As pranchinhas geralmente variam entre 1,5 e 2,1 metros de comprimento e existem em vários formatos. As funboards são um pouco mais largas e funcionam bem para muitas finalidades. As pranchinhas cônicas e longas, conhecidas como canhões, são para surfistas experientes e rebentações excepcionalmente grandes.

Os primeiros surfistas havaianos cortaram e moldaram suas próprias pranchas usando madeira local. Os surfistas de hoje podem escolher de pranchas personalizadas ou pranchas produzidas em massa, conhecidas como pop-outs. Pop-outs receberam esse nome do processo de manufatura – elas surgiram de moldes de fábrica. Os dois tipos geralmente são feitos de espuma de poliestireno ou poliuretano cobertos com fibra de vidro e resina. Para algumas pessoas, esses materiais artificiais contradizem o pensamento ambientalmente correto de muitos surfistas. Uma alternativa é a prancha ecológica, desenvolvida pelo Projeto Eden (site em inglês), feita de madeira de balsa, tecido de cânhamo e resinas derivadas de plantas.

Alguns surfistas seguem os exemplos dos havaianos e dos primeiros surfistas modernos fazendo suas próprias pranchas. Essas pranchas começam como blocos de espuma ou pranchas parcialmente de espuma chamadas folhas. Após modelar a prancha, o surfista veda – ou cobre – a prancha com resina e tecido de fibra de vidro. Você pode assistir a um vídeo explicativo, que demonstra o que é necessário para fazer uma prancha de surfe na Surfline (site em inglês).

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008) http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe1.htm  (08 de julho de 2010)

Origem do Surfe

A idéia básica do surfe existe há milhares de anos. Provavelmente começou quando os pescadores polinésios descobriram que pegar uma onda era uma forma rápida de se chegar à margem. No Havaí, o surfe tornou-se gradualmente um esporte e uma expressão de status social – quanto maior a prancha, mais importante é o papel dos surfistas na comunidade.

surfista  comum
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Existem alguns requisitos específicos às condições de um bom surfe

Quando missionários e colonizadores chegaram ao Havaí, em 1700, a reputação do surfe piorou. Alguns recém-chegados ficaram horrorizados com a idéia de homens e mulheres com roupas apertadas surfarem juntos. Os missionários proibiram o esporte, e a população nativa da ilha recuou diante de uma afluência de colonizadores. Como resultado, a prática do surfe diminuiu até 1900, quando surfistas como George Freeth e Duke Kahanamoku ganharam a atenção do público e da mídia. Isso despertou o renascimento do surfe como uma atividade recreativa.

Como o surfe ganhou popularidade, ele mudou radicalmente. As pranchas havaianas tinham de 3 a 4,9 metros de comprimento e eram feitas de madeira maciça. Podiam carregar uma pessoa das arrebentações à margem, mas eram pesadas e difíceis de controlar. Os surfistas do século XX fizeram melhorias nas pranchas, o que permitiu que eles controlassem como se movimentar nas ondas (em inglês). O uso de novos materiais criou pranchas mais leves e mais fáceis de controlar, enquanto as quilhas e os novos formatos da prancha acrescentaram estabilidade e mobilidade. Em vez de simplesmente levar uma prancha à praia e tentar ficar boiando, os surfistas podiam mudar rapidamente a direção, posicionarem-se com precisão para o impacto de uma onda e mesmo jogarem-se da crista de uma onda.

Foto  histórica de Mark Twain
Imagem de domínio público
Em seu livro “Roughing It”, Mark Twain descreve a tentativa de surfar – e o fracasso

A capacidade de equilibrar-se e fazer manobras em águas (em inglês) rápidas é surpreendente, mas não é a única coisa incrível do surfe. Existem alguns requisitos específicos às condições de um bom surfe, e essas condições existem somente ao longo das costas do mundo. A construção artificial de ondas ou a mudança da forma como as ondas naturais quebram é difícil, ou até mesmo, impossível – em outras palavras, você pode surfar apenas onde estão as ondas apropriadas. Apesar dessa limitação, o surfe criou um gênero musical, vários filmes, muitas gírias e uma cultura inteira.

Uma razão por trás da popularidade do surfe é que ele não precisa de muitos apetrechos para se começar. Na próxima seção, trataremos das pranchas de surfe.

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008)
http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe.htm  (08 de julho de 2010)

Maya on The Road

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Wave of the Future: Surfer Maya

Bobbing in the South Atlantic, her partner, Carlos Burle, 42, still half unconscious after losing a battle with one of the first waves of the day, Maya Gabeira considered turning back. From the seat of her Jet Ski, the 22-year-old Brazilian watched as South Africa’s Dungeons break swelled to 50 feet. Holding on behind her, Burle was badly shaken: “I almost died,” he said over and over.

Then the sun came out, and Gabeira spoke up: “Can you drive?”

Gabeira, the only sponsored female big-wave surfer in the world, began her career in earnest at the age of 17, when she left Brazil and set out alone for Hawaii. Read the story and watch the video >>

On the road

The Adventure Life with Steve Casimiro
Surf and Ye Shall Be Asked: The Curiously Interrogative World of Gabe Sullivan

Flipping through Surfer Magazine goes something like this: blue, blue, blue, blue, blue, blue, shocking lime green, blue, blue, blue.

There in each issue, jumping out from Surfer’s sea of epic waves and countless board short ads, is a rusty but glowing, chartreuse 1972 VW camper van, the icon and motorized doppleganger of Curious Gabe, Gabe Sullivan, who, every month, poses to ten complete strangers the kind of existential questions you’d expect to be asked in the pages of The Atlantic Monthly or in a dorm room at 1 a.m. Questions like, Does surfing improve with age? Would you rather be an East- or West-Coast surfer? And, a real brain scrambler, What’s worse—being a hoser or a poser?

The queries are always filtered through the prism of the mother ocean, but Sullivan tackles more topical subjects, too. How green are you? What’s your take on sustainable surfboards? And which presidential candidate would you rather paddle out with? (Best answer: “Bush, so I could snake him.” Creepiest: “Hillary Clinton. She might look good in a bathing suit.”)

See more:
http://ngadventure.typepad.com/blog/the-adventure-life-curious-gabe.html

Projeto Floripa Surf Club

A Escola Surf Floripa Surf Club está situada na Praia Mole, santuário ecológico e palco para eventos nacionais e internacionais, bem como os direcionados ao Ecoturismo.

Em parceria com a Associação Verde Futuro, a escola propõe estimular a prática do Surf como uma maneira saudável de desenvolver a integridade dos ecossistemas costeiros.

As atividades de nossa equipe iniciaram em meados de 1990, com o trabalho pioneiro de Dê da Barra e Roger Souto Mayor, big riders e free surfers, onde através de uma metodologia específica foi possível tornar mais eficaz e seguro o aprendizado.

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