Escolas de surfe facilitam a vida de quem quer aprender a pegar onda

Conseguir ficar de pé na prancha dá uma sensação de vitória. O que dizer então da liberdade em conseguir pegar uma onda: inigualável. O surfe é um dos esportes mais apreciados no verão, mas se você não tem a manha dessa prática ainda há tempo de aprender e pegar boas ondas nesta temporada.

A Associação Catarinense de Escolas de Surf (Aces) tem aproximadamente 70 escolas cadastradas em Santa Catarina, sendo 30 delas só em Florianópolis. Uma dessas escolas é a Floripa Surf Club que fica na Praia Mole, Leste da Ilha de Santa Catarina, e conta com cinco orientadores de surfe.

As aulas são ministradas em português, inglês e espanhol, para atender a todos os turistas. O pacote básico, conforme explica o orientador Leonardo Lopes, é de quatro aulas de uma hora e meia cada. Com esse tempo, o aspirante a surfista já consegue ficar em pé na prancha e pegar umas ondas.

Quem tem medo não precisa se preocupar, as primeiras aulas são em terra. O aluno faz alongamentos, tem aulas teóricas, aprende a remar e subir na prancha. Depois, orientador e aluno partem para o mar, com água pela cintura.

O gaúcho de Canela, Gabriel Oliveira, 9 anos, gostou tanto das aulas que já está praticando na escola pela segunda temporada. Ele e o pai fazem as aulas juntos sempre que visitam a Praia Mole. O garoto garante que já pega ondas com segurança e diz que se sai melhor que o pai.

A aula particular custa R$ 75 e a em grupo, a partir de duas pessoas, R$ 50. A escola também incentiva a prática do surf em horários de sol mais fraco, como no entardecer. Nesse período, o valor das aulas é o mesmo, mas a duração de duas horas.

O presidente da Aces, Roger Souto, destaca a importância de procurar um local cadastrado na associação para fazer as aulas, pois esses têm profissionais devidamente registrados no Conselho de Educação Física. A lista completa de escolas pode ser consultada no site da Aces.

Fonte: ClicRBS

Os dez mandamentos do surfista sustentável

A organização do Brasil Surf Pro, o Campeonato Brasileiro de Surfe Profissional, criou um termo de compromisso com dez mandamentos para o surfista sustentável. O termo foi assinado por mais de 60 surfistas na segunda etapa do BSP, na Praia do Cupe, em Ipojuca (PE). O documento tem o objetivo de comprometer os atletas com o tema da sustentabilidade.

Confira os 10 mandamentos e as suas respectivas reflexões:

1.    Cuide do seu lixo – Se estiver dentro da água ou na praia recolha o lixo e deposite-o na lixeira. Cuidado especial com sua parafina usada, nunca descarte-a na areia da praia.  Sempre que possível recicle, principalmente em casa!

Isto é muito importante, mas já não é suficiente. Não podemos mais virar os olhos para os erros dos outros. Se algum turista desavisado ou nativo mal educado proceder de forma a sujar a praia ou locais de difícil acesso, junte este lixo. Leve sempre contigo as sacolas do mercado que você não deveria pegar, mas por falta de costume acabou pegando,  coloque este lixo dentro do saco para enfim, este saco, ser uma solução ao invés de um problema.

Com a parafina o ideal seria criarmos centros de coleta, locais onde os surfistas mais frequentam poderiam ter um recipiente de coleta deste material que poderia ser utilizado em outros fins mais nobres como artesanatos ou cera para madeira.

“Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo.”
Platão

2.    Preserve a vegetação nativa da praia – Cuide bem, pois ela garante a biodiversidade e evita a erosão na praia. Seja proativo, em áreas degradadas plante espécies nativas do bioma.

Além de tentarmos ao máximo não interferir com a vegetação nativa, devemos passar esta atitude para frente e não deixarmos que outros conhecidos ou turistas interfiram neste bioma ou façam fogueiras na praia, cedo ou tarde este material será usado para alimentar o fogo.

“A base de toda a sustentabilidade é o desenvolvimento humano que deve contemplar um melhor relacionamento do homem com os semelhantes e a Natureza.”
Nagib Anderáos Neto

  3.    Mobilize as associações de surf  locais – Estimule sempre que possível as práticas responsáveis com relação ao meio ambiente costeiro principalmente durante a realização de campeonatos. Os eventos são uma plataforma para comunicar, sensibilizar e educar o público, faça a sua parte.

Temos que pensar fora da caixa, além de surfistas e parceiros, devemos interagir com outras entidades locais ou mesmo de outras regiões. Trazer para perto do surf conhecimento de biólogos, oceanógrafos, ambientalistas, artistas. Criar eventos multidisciplinares agregando todo o tipo de conhecimento possível. O custo disto pode ser alto, por isto envolver órgãos municipais ou escolas para somar forças.

“Aprender é mudar posturas.”
Platão

4.    Contagie o seu patrocinador nessa luta -  Estimule práticas sustentáveis dentro da industria do surfe. A sustentabilidade já é uma realidade, faça as escolhas certas.

O patrocinador poderá fortalecer muito mais a marca apoiando estas iniciativas e terá maior visibilidade para dentro e fora do mundo do surf. Crie oportunidades para que o patrocinador possa ter mais visibilidade e tornar mais ampla a parceria.

“Ninguém pode achar que falhou a sua missão neste mundo, se aliviou o fardo de outra pessoa.”
Charles Dickens

5.    Seja um surfista amigo do planeta – Procure saber como você pode neutralizar os gases de efeito estufa e se tornar um surfista carbono neutro. Os quilômetros percorridos nas viagens de carro, voos ou barcos emitem CO2 e contribuem para o aquecimento global. Ande sempre que possível de bicicleta, a pé ou use transportes públicos.

Seja mais solidário. Entre em contato com amigos para dar carona, informar qual é a melhor praia para prática no dia e vão juntos, afinal em um carro cabem 5 pessoas. Caso não faça isto vocês dois se encontraram no mesmo local, saindo do mesmo destino e consumindo a mesma quantidade de combustível e tempo, sendo que isto poderia ser dividido em duas, três ou quatro vezes.

“A consciência é o melhor livro de moral e o que menos se consulta.”
Blaise Pascal

6.   Seja um exemplo – Envolva-se em causas socioambientais na sua cidade. Empreste a sua imagem a essas causas e denuncie impactos e agressões ao meio ambiente. Dê o exemplo!

Não podemos mais esperar que o poder público nos atenda, temos que arregaçar as mangas e lutar por tudo que nos é direito e por ideais de valor comum. Somente quem vive no local sabe dos problemas mais comuns. Encontre solução e quando pedir apoio de algum órgão público chegue já com um planejamento do que seria ideal para solução.

Tenha um pensamento global e aja localmente. Tenha um pensamento local e aja globalmente.

“Se fracassar, ao menos que fracasse ousando grandes feitos, de modo que a sua postura não seja nunca a dessas almas frias e tímidas que não conhecem nem a vitória nem a derrota.”
Theodore Roosevelt

7.    Confira se o fabricante da sua prancha é eco-correto – A maioria dos shappers não destinam os resíduos da fabricação das pranchas de forma correta, eles são altamente tóxicos ao meio ambiente. Procure se informar, cobre uma postura correta.

Comece a se relacionar com profissionais que tenham conduta correta e fornecem um destino digno para seus resíduos, se apoiarmos que polue estamos contribuindo ou sendo cúmplices da agressão praticada. É como ser conivente com a atitude incorreta, e isto não é correto.

O desenvolvimento tecnológico e a biodiversidade têm crescido, respectivamente, em proporções inversas nos últimos séculos.”
Rinaldo Pedro

8.   Seja um surfista verde – Pratique o consumo consciente no seu dia à dia. Comece com o simples ato de retirar da tomada todos seus equipamentos eletrônicos quando sair para surfar ou viajar. Diga não ao plástico, use somente sacolas reutilizáveis. A sua atitude faz a diferença.

Estenda esta atitude para sua família e amigos, você pode até ser tachado de “biodesagradável”, mas no fundo de seus pensamentos, eles sabem que tem razão e vão apoiar. É muito difícil mudar centenas de anos de uma cultura consumista e um comportamento herdado de gerações e gerações e que vem causando um grande impacto sobre o planeta e o meio ambiente. Mas não é impossível.

“Uma grande jornada começa com o primeiro passo.”
Provérbio Chinês

9.    Pratique o turismo sustentável – Hospede-se sempre que possível em hotéis e pousadas que utilizam recursos naturais como energia solar, captação de água da chuva, reaproveitamento de água do chuveiro para uso sanitário e coleta seletiva do lixo. Pesquise pois essas opções existem!

É necessário um outro tipo de visão para se construir um ambiente sustentável. Precisamos prestigiar estas iniciativas e vivenciar um pouco deste experiência que pode ser muito enriquecedora, apesar de custar um pouco mais, vale a pena pelo conhecimento de novas ideais de se relacionar com a natureza.

“Hoje existe um consenso mundial de que o turismo tem de firmar-se em quatro pilares:

· O ambiental é a principal fonte de matéria prima dos atrativos;

· O social, e aí se entende em sua abrangência, a comunidade receptora, o patrimônio histórico-cultural e a interação com os visitantes, ao mesmo tempo em que eleva o padrão de vida e a autoestima dessa comunidade;

· O econômico, com todos os inter-relacionamentos e interdependências da cadeia produtiva, permitindo sua articulação com a identificação correta de suas unidades de produção e de negócios para estabelecer uma rede de empresas a fim de atuar de forma integrada, proativa e interativa, obtendo níveis de comparatividade e produtividade para o alcance de competitividade;

· O político, que se instrumentaliza mediante estratégias de gestão que possibilitem coordenar as iniciativas locais na criação de um entorno emulativo de produção, favorecendo o desenvolvimento sustentável.

Abrangência do turismo sustentável envolve: compreensão dos impactos turísticos; distribuição justa de custos e benefícios; geração de empregos locais diretos e indiretos; fomento de negócios lucrativos; injeção de capital com consequente diversificação da economia local; interação com todos os setores e segmentos da sociedade; desenvolvimento estratégico e logístico de modais de transporte; encorajamento ao uso produtivo de terras tidas como marginais (turismo no espaço rural); subvenções para os custos de conservação ambiental.”

(MARIO CARLOS BENI, Doutor e livre docente em turismo)

“A consciência é a estrutura das virtudes.”
Francis Bacon

10.    Provoque e multiplique essa consciência planetária com seus amigos e sua família. Faça parte dessa corrente, não seja um haole.

 

 

“Trabalhar com sustentabilidade
É plantar um presente que garanta a subsistência das novas gerações
Num planeta que pede socorro e se aquece a cada dia.
Pois melhor que plantar árvores, despoluir rios, proteger animais,
É semear a consciência de que a garantia da vida é respeitar as fronteiras da natureza.”
Nildo Lage

Fonte: Escolas de Surf ACES

Como passar parafina na prancha de surf

Parafina Brasileira 100% Ecolócica

Por: Go Green

Usar parafina de surf pode parecer um pouco estranho para o surfista iniciante. Mas quando você tiver passado algumas vezes, você não precisa sequer pensar mais nisso. A parafina é aplicada em cima da prancha para obter tração, assim seus pés não vão escorregar em momentos críticos.

É divertido olhar para os surfistas novatos trazendo suas pranchas perfeitas, novíssimas, diretamente da loja para a praia e tentar surfar sem parafina.

Há ainda testemunhos de pessoas que passam a parafina no fundo da prancha. Como alguém pode ter esse tipo de idéia! Talvez algumas pessoas acreditam que a parafina deve provavelmente facilitar a prancha deslizar melhor e mais rápido na água. Então, se você for iniciante, fique ligado. Escolher o tipo exato de parafina é importante para que você tire o melhor proveito da diversão que está à sua frente. Hoje há um grande número de fabricantes de parafina de surf no mundo.

Claro que você deve usar uma parafina ecologicamente correta. Na verdade, em função da qualidade dos ingredientes, as eco wax de hoje, funcionam no mínimo tão bem quanto as tradicionais tóxicas.

Certifique-se que você tem a parafina correta em relação à temperatura da água onde você está planejando surfar. Os fabricantes de parafina para prancha produzem uma série de tipos diferentes que variam de água fria para tropical (quente). De qualquer forma, você deve ter em mãos, uma parafina basecoat (base). É a parafina mais dura. No caso da eco wax GO GREEN é a parafina para água quente. Em condições de água muito quente, essa é realmente a única parafina que você precisa usar.

Os tipos de parafinas são: Água quente – 24 graus para cima. Água morna – 19-24 graus. Água fria – 15-19 graus. Água gelada – até 15 graus.

Onde você deve passar a parafina?

É provável que você esteja se perguntando exatamente onde você deve passar a parafina. Basicamente você quer muita parafina na prancha, por isso não pense em poupar.

Longboards são geralmente passadas em toda extensão, desde a rabeta até o bico. Isso permite que você possa caminhar na prancha sem escorregar. Embora, muito provavelmente se você for um novato, não vai poder realizar manobras como essa durante algum tempo, então não será necessário passar a parafina na prancha inteira.

No caso de você ter uma prancha pequena ou talvez uma fun você também não precise passar a parafina na prancha inteira. Você deve passar a parafina em cerca de ¾ da prancha, a contar da rabeta até o bico. A parafina extra acima da metade da prancha onde você provavelmente não vai colocar os pés proporciona uma aderência extra pro seu peito ao remar.

Você também pode preferir passar a parafina próximo às bordas, nas áreas onde é mais provável você colocar as mão para se levantar ou  na hora de furar a onda ou fazer a “tartaruga”. Essa parafina perto da borda irá permitir que você segure sua prancha sem escorregar com as mãos.

Aplicação da parafina

Requisitos: uma prancha, uma barra de parafina base, uma barra de parafina para a temperatura da água onde irá surfar, um pente de parafina, e alguma música de surf legal.

Nunca passa a parafina exposta aos raios do sol, especialmente durante o verão. Ela  começará a ficar muito pegajosa e pode até derreter.

Você precisa manter sua parafina, assim como a prancha, fora do calor para fazer a aplicação ideal. Se sua prancha tem quilhas removíveis, então, tire-as primeiro.

Coloque a prancha em cima de uma bancada ou mesa com um cobertor ou uma toalha dobrada sob ela. Se você não tiver um lugar onde você possa colocar a prancha, então colocá-la em cima do seu colo. É importante não colocá-la direto no chão. Isso pode arranhar a prancha ou mesmo quebrar as quilhas (se tiver), quando você coloca pressão nos movimentos sobre a prancha. Na maioria das vezes não existem recomendações na embalagem da parafina de como passá-la.

Isso faz com que os novatos freqüentemente ficam pensando exatamente como eles devem proceder para passar a parafina na prancha.

Então, como foi dito anteriormente, você deve passar a parafina na parte superior da sua prancha. O resultado que você procura obter quando passa a parafina são pequenos caroços (bumps) que aumentam a aderência dos pés sobre a prancha.

Pegue uma barra de parafina base e passe no sentido rabeta – bico – rabeta até criar uma camada fina. Não há necessidade de muita força. Depois comece passar a parafina no sentido transversal borda – borda. Este tipo de movimento cruzado ajudará a parafina começar a criar pequenos bumps.

Você deve alternar a pressão que você aplica a cada camada. Às vezes, a parafina fica um pouco quente por causa da fricção e pode começar ficar macia e pegajosa demais. Se isso ocorrer, relaxe um pouco e curta mais algumas músicas e depois comece novamente. Assim que você tiver obtido uma camada sólida na prancha, com vários bumps, pegue a parafina de temperatura certa da água onde irá surfar e comece passar na prancha, em cima da parafina base em movimentos circulares. Com isso a camada vai engrossando mais, criando mais caroços com mais liga. Agora, se quiser, pode passar o seu pente de parafina e com cuidado dar o último acabamento na sua obra de arte.

Aloha e Boas Ondas

Perfil do Autor

Go Green: www.gogreensurf.com

(Artigonal SC #2515128)

Fonte: www.artigonal.com

Dicas de Surfe


Foto cedida por Dreamstime
As dicas para surfar com segurança incluem estar familiarizado com a praia antes de começar o surfe

Aqui estão algumas dicas para surfar com segurança:

  • aplique filtro solar antes de entrar na água;
  • se estiver surfando em água gelada, use o sleeve adequado – se ele for muito grande não o deixará aquecido. Surfar em água gelada sem um bom sleeve pode levar à hipotermia, especialmente no caso de ficar encalhado sem a prancha;
  • certifique-se de que sua prancha de surfe não está danificada e se tem um bom revestimento áspero de parafina antes de entrar na água;
  • prenda a correia da prancha com firmeza na perna, que fica bem atrás quando você está na prancha;
  • reme a uma distância suficiente que consiga voltar nadando caso perca a prancha;
  • jamais surfe sozinho;
  • verifique a previsão para surfar antes de sair de casa e obedeça a todos os avisos para nado e surfe;
  • se for principiante, pratique ficar em pé rapidamente e surfar em áreas que não estejam cheias de surfistas e nadadores. Pense em fazer aulas com um instrutor experiente;
  • familiarize-se com o surfe e a margem da praia antes de começar a surfar.
Esportes que surgiram a partir do surfeA popularidade do surfe levou a vários esportes que utilizam pranchas de surfe modificadas, incluindo:

  • windsurf
  • bodyboard
  • riverboard

O bodysurfe é ficar sobre as ondas sem usar uma prancha de surfe.

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008)
http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe8.htm  (08 de julho de 2010)

Como Surgem as Ondas

Parte do esporte surfe é a busca por ondas grandes e interessantes que sejam divertidas para surfar. Essas ondas podem ser enormes, como a Mavericks próxima à costa de São Francisco, que pode chegar a até 15 metros. Outra famosa onda para surfe, a Banzai Pipeline, quebra sobre um recife próximo à costa de Oahu, Havaí. É uma das muitas ondas de mergulho que cria um espaço semelhante a um tubo, ou a um túnel, onde os surfistas podem ficar dentro. Algumas dessas ondas são tão grandes que os nadadores não conseguem nadar nelas com segurança. Chegar a essas ondas envolve esquiar com reboque, ou percorrer a onda sendo rebocado por um jet ski.

Não importa se a onda é grande ou se seu formato é interessante; o fato é que ela se forma devido a dois fatores básicos:

  • a interação entre vento e água
  • a interação entre água e terra

A terceira influência é a maré. Muitos fatores diferentes contribuem para as marés da Terra, mas a atração da gravidade da Lua (em inglês) na Terra é a maior. Existem também outros fatores que podem contribuir para a formação de tsunamis e outros tipos raros de ondas, mas o vento, a água e a terra fazem a maior parte do trabalho quando se trata das ondas usadas para surfar.

Para entender como são formadas, é útil conhecer alguns fatos básicos sobre as ondas do oceano. As ondas são essencialmente energia que se move através da matéria. Se você observar a seção transversal de uma onda idealizada do oceano, percebe que ela se assemelha a uma onda transversal. A parede da onda move-se para cima e para baixo, que é perpendicular da esquerda para a direita, direção para a qual a própria onda se move.

ilustração da onda

Mas as ondas do oceano são um pouco mais complicadas do que as ondas transversais comuns. Elas são ondas progressivas orbitais. As moléculas de água que formam a onda movem-se em círculos, ou órbitas, à medida que a onda avança. Você pode visualizar esse movimento lembrando-se das partículas próximas à parede das ondas. Se a onda está passando na sua frente da esquerda para a direita, as partículas movem-se em círculo no sentido horário. Elas movimentam a onda para cima, através de sua crista, e para baixo, na sua depressão.

As ondas orbitais do oceano começam quando o vento sopra no mar aberto. Um vento leve não produz tanto efeito – ele forma ondulações na água que se espalham da mesma forma que as ondulações em uma lagoa ou um tanque de peixes. Mas quanto mais forte for o vento, mais ele fará pressão contra a água. Ele transfere a energia à água à medida que ela forma picos e capas brancas na superfície da água. Essa região de capas brancas é confusa e a água pode mover-se rapidamente em direções aleatórias. Os picos agitados dão ao vento mais área de superfície na qual ele pode se prender, o que faz o vento forçar a água para dentro de capas ainda maiores.

A altura e o formato das capas brancas originam-se de três fatores principais:

  • o tempo que o vento soprou sobre a água
  • a força com que soprou
  • a área de superfície do oceano que o vento afetou, ou o alcance

Um vento muito forte que sopra por um longo período sobre uma vasta extensão do oceano levará a grandes capas brancas espumosas. Elas, conseqüentemente, tornam-se ondas grandes, motivo pelo qual as condições de surfe geralmente ficam boas após uma tempestade no mar. Os dados de satélite usados para rastrear ventos superficiais do espaço ajudam os meteorologistas informarem o local onde o surfe será excelente, com base nos padrões de tempo no oceano.

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008)
http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe5.htm  (08 de julho de 2010)

Equipamentos do Surfe

Uma prancha de surfe permite que uma pessoa fique sobre as ondas, mas diversas outras peças ajudam a proteger os surfistas:

  • a parafina proporciona uma camada áspera de alta tração nas pranchas, ou na superfície de cima. As parafinas diferentes são mais apropriadas para diferentes temperaturas de água. A camada de parafina ajuda o surfista a ficar na prancha e, gradualmente, vai ficando lisa durante o uso. Os surfistas podem passar nova camada de parafina ou renovar a camada existente usando um pente de parafina;
  • os shorts são versões mais fortes dos calções de banho. Com o aumento de mulheres surfistas, os fabricantes desenvolveram shorts que servem para elas;
  • as camisetas são peças que secam rapidamente, ajudando a prevenir irritações, arranhões e lesões com o impacto na água. Muitas camisetas também oferecem proteção contra o sol bloqueando a radiação UV;
  • os sleeves ajudam a manter os surfistas aquecidos na água gelada;
  • um leash conecta-se à prancha, evitando que o surfista a perca enquanto estiver surfando.

apetrechos do surfe
Cortesia de Amazon.com
Acessórios do surfe

Evidentemente, o surfe também requer um meio de transporte para se chegar à praia. Veremos na próxima seção o que acontece quando o surfista chega à água.

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008)
http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe2.htm  (08 de julho de 2010)

Pranchas de Surfe

O acessório maior e mais caro do surfe é a prancha, que pode custar de R$ 320 a R$ 1.000. Essas pranchas possuem uma série de formatos e tamanhos básicos dentro de duas categorias – as longboards e as pranchinhas. Os dois tipos podem ter quilhas permanentes ou removíveis nas laterais inferiores, assim como tiras de material forte, conhecidas como alças, para ajudar a manter a prancha presa. As laterais das pranchas, chamadas de bordas, podem ser arredondadas ou cônicas de diversas maneiras, de modo a atender às preferências dos surfistas. A parte inferior da prancha, ou a longarina, pode formar uma curva a diferentes graus, mudando conforme o tamanho da área de prancha que está em contato com a água.

pranchas de surfe

kahanaboy
Longboards e pranchinhas

As longboards geralmente têm no mínimo 2,7 metros de comprimento, e algumas chegam a 3,7 metros. Normalmente são menos manobráveis, porém, mais estáveis do que as pranchinhas. As pranchinhas geralmente variam entre 1,5 e 2,1 metros de comprimento e existem em vários formatos. As funboards são um pouco mais largas e funcionam bem para muitas finalidades. As pranchinhas cônicas e longas, conhecidas como canhões, são para surfistas experientes e rebentações excepcionalmente grandes.

Os primeiros surfistas havaianos cortaram e moldaram suas próprias pranchas usando madeira local. Os surfistas de hoje podem escolher de pranchas personalizadas ou pranchas produzidas em massa, conhecidas como pop-outs. Pop-outs receberam esse nome do processo de manufatura – elas surgiram de moldes de fábrica. Os dois tipos geralmente são feitos de espuma de poliestireno ou poliuretano cobertos com fibra de vidro e resina. Para algumas pessoas, esses materiais artificiais contradizem o pensamento ambientalmente correto de muitos surfistas. Uma alternativa é a prancha ecológica, desenvolvida pelo Projeto Eden (site em inglês), feita de madeira de balsa, tecido de cânhamo e resinas derivadas de plantas.

Alguns surfistas seguem os exemplos dos havaianos e dos primeiros surfistas modernos fazendo suas próprias pranchas. Essas pranchas começam como blocos de espuma ou pranchas parcialmente de espuma chamadas folhas. Após modelar a prancha, o surfista veda – ou cobre – a prancha com resina e tecido de fibra de vidro. Você pode assistir a um vídeo explicativo, que demonstra o que é necessário para fazer uma prancha de surfe na Surfline (site em inglês).

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008) http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe1.htm  (08 de julho de 2010)

Origem do Surfe

A idéia básica do surfe existe há milhares de anos. Provavelmente começou quando os pescadores polinésios descobriram que pegar uma onda era uma forma rápida de se chegar à margem. No Havaí, o surfe tornou-se gradualmente um esporte e uma expressão de status social – quanto maior a prancha, mais importante é o papel dos surfistas na comunidade.

surfista  comum
Foto cedida por Dreamstime
Existem alguns requisitos específicos às condições de um bom surfe

Quando missionários e colonizadores chegaram ao Havaí, em 1700, a reputação do surfe piorou. Alguns recém-chegados ficaram horrorizados com a idéia de homens e mulheres com roupas apertadas surfarem juntos. Os missionários proibiram o esporte, e a população nativa da ilha recuou diante de uma afluência de colonizadores. Como resultado, a prática do surfe diminuiu até 1900, quando surfistas como George Freeth e Duke Kahanamoku ganharam a atenção do público e da mídia. Isso despertou o renascimento do surfe como uma atividade recreativa.

Como o surfe ganhou popularidade, ele mudou radicalmente. As pranchas havaianas tinham de 3 a 4,9 metros de comprimento e eram feitas de madeira maciça. Podiam carregar uma pessoa das arrebentações à margem, mas eram pesadas e difíceis de controlar. Os surfistas do século XX fizeram melhorias nas pranchas, o que permitiu que eles controlassem como se movimentar nas ondas (em inglês). O uso de novos materiais criou pranchas mais leves e mais fáceis de controlar, enquanto as quilhas e os novos formatos da prancha acrescentaram estabilidade e mobilidade. Em vez de simplesmente levar uma prancha à praia e tentar ficar boiando, os surfistas podiam mudar rapidamente a direção, posicionarem-se com precisão para o impacto de uma onda e mesmo jogarem-se da crista de uma onda.

Foto  histórica de Mark Twain
Imagem de domínio público
Em seu livro “Roughing It”, Mark Twain descreve a tentativa de surfar – e o fracasso

A capacidade de equilibrar-se e fazer manobras em águas (em inglês) rápidas é surpreendente, mas não é a única coisa incrível do surfe. Existem alguns requisitos específicos às condições de um bom surfe, e essas condições existem somente ao longo das costas do mundo. A construção artificial de ondas ou a mudança da forma como as ondas naturais quebram é difícil, ou até mesmo, impossível – em outras palavras, você pode surfar apenas onde estão as ondas apropriadas. Apesar dessa limitação, o surfe criou um gênero musical, vários filmes, muitas gírias e uma cultura inteira.

Uma razão por trás da popularidade do surfe é que ele não precisa de muitos apetrechos para se começar. Na próxima seção, trataremos das pranchas de surfe.

Veja Também:

Fonte:

Tracy Wilson.  “HowStuffWorks – Como funciona o surfe”.
Publicado em 11 de junho de 2007  (atualizado em 19 de setembro de 2008)
http://esporte.hsw.uol.com.br/surfe.htm  (08 de julho de 2010)